Estou de volta ao espaço cedido pelo Dragão Goiano e queria agradecer a todos do site, a oportunidade de falar um pouquinho do Atlético.

E já começo falando da pedreira que foi lá em Pelotas, onde encaçapamos o Brasil, na última terça. Sei que falando assim e depois das Olímpiadas, parece coisa de torcedor argentino, mas não é, ganhamos do Brasil. Não o Brasil de Neymar, dos Gabriéis ou o Brasil brasileiro do Galvão, ganhamos sim de um concorrente direto a vaga para Série A.

Nosso gol, iniciado com um contra-ataque, como todos deveriam ser daqui pra frente, acabou caindo no pé do Magno Cruz, que de primeira tirou do goleiro, como se fosse com as mãos, fazendo eu lembrar dos jogadores americanos de basquete em seus arremessos de três pontos. O cara bateu de primeira na bola, consciente, de três dedos, botando ela no cantinho, minuciosamente um golaço. A bola ficou rodando no fundo do gol como se fosse numa cesta. Creio que foi uma homenagem aos Globetrotters ou Dream Team.

E se começarmos a comparar vamos achar que o Kléver, nosso paredão, parecia o Bolt, sempre como um raio, com defesas rápidas e difíceis que faz qualquer torcedor esquecer que um dia poderíamos ter um spa. Não mesmo.

Uma vitória que demonstra a regularidade de time, com cara de que conquista o acesso. Tudo fruto do tal planejamento que começou lá no início do ano, com Wagner Lopes, que mesmo errando e depois de alguns retoques do Marcelo Cabo, deu certo.

Algumas peças cresceram na temporada, se mantivermos o pique, vamos chegar lá. É claro, que vamos precisar de peças que ainda não renderam.  Chegamos na metade bem encaminhado, num campeonato que lembra uma maratona. Ainda resta a outra metade do percurso.

Vai Dragão!

 

“Quem quiser remar contra a maré
Tem que remar muito mais forte
Não vá à guerra de pés descalços
Não pise no tapete com essas botas imundas”

Gessinger

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