No futebol brasileiro tudo muda muito rápido.

O ídolo do jogo passado, se errar no jogo seguinte, já passa a ser questionado.

Os casos são inúmeros e como gosta de dizer o diretor Adson Batista: “Futebol é dinâmico”.

Passados cerca de 5 meses do maior título da história do Atlético, o Dragão vive dias difíceis.

Com isso, algumas pessoas que a pouco idolatravam nosso comandante Marcelo Cabo hoje pedem sua “cabeça”.

 

Mas, afinal, o herói de ontem é o vilão de hoje?

Longe de mim querer mudar a ideia de cada um, a nós “blogueiros” cabe apenas a missão de demonstrar a nossa visão de cada fato, de cada cenário, cabendo a cada leitor o direito de concordar ou não.

Esclarecido isso, ai vai a minha visão do nosso treinador.

 

Marcelo Cabo chegou ao Dragão em condições similares as atuais do Dragão.

Time com grande desafio pela frente, vindo de uma remontagem grande no elenco e desclassificado na semi-final do Goianão.

No entanto, apesar de similar o cenário era bem diferente.

Para isso vamos analisar os números alguns dados das temporadas 2016 e 2017.

 

Em 2016 a campanha com Wagner Lopes teve os seguinte números:

Ano Pontos Jogos Vitórias Empates Derrotas G. Pró G. Contra Saldo Aprov.
2016 30 16 9 3 4 19 9 10 63%

Venceu todos amistosos.

A primeira derrota ocorreu somente na 9° rodada do campeonato.

Foi a 2° melhor campanha da fase de grupos.

Teve a melhor defesa do campeonato.

Mesmo com as 2 derrotas na Semi-final o time terminou na 3° posição garantindo vaga direta para Copa do Brasil.

 

Em 2017 a campanha com Marcelo Cabo se findou ontem com os seguinte números:

Ano Pontos Jogos Vitórias Empates Derrotas G. Pró G. Contra Saldo Aprov.
2017 23 16 6 5 5 21 15 6

48%

Perdeu todos amistosos.

A primeira derrota veio logo na estreia.

Classificou em 3° com o mesmo número de pontos do 4° colocado.

Mesmo ainda faltando a outra semi-final, o time já foi ultrapassado e termina a competição na 4° posição e assim terá que buscar no Ranking da CBF a confirmação da vaga para Copa do Brasil.

 

Como podemos ver apesar das condições serem similares, os cenários não se assemelham tanto assim.

 

 

Posto os números na mesa vamos a analise sobre nosso comandante.

Na minha visão Marcelo Cabo pegou um time CONSISTENTE das mãos de Wagner Lopes.

O time tinha problemas físicos, fato que acabou culminando na saída do ex-comandante, porém tinha um padrão tático bem definido e principalmente um sistema defensivo muito bem consolidado.

Quando Marcelo Cabo assumiu, até mesmo o “problema” físico já havia sido resolvido, já que a comissão fixa do Dragão intensificou os trabalhos logo no retorno do elenco, após a saída de Wagner Lopes e sua comissão técnica.

 

Marcelo Cabo então não tem méritos?

Claro que tem e muitos!

Soube aproveitar os pontos fortes do time e evoluir.

Foi sem sombra de dúvidas importantíssimo na longa jornada que levou o time ao título da Série B.

Imagina o quão difícil deve ser motivar cerca de 30 atletas com perfis diferentes durante 8 meses de competição.

No entanto, diferente da temporada de 2016 em que tivemos Wagner Lopes com participação clara na montagem do elenco, não vejo esse trabalho tão evidente em Marcelo Cabo.

As peças claramente indicadas por ele na Serie B, por exemplo, mesmo contando com grande confiança do comandante, não deram certo: Bruno Barra e Marquinho.

Somente para fazer um paralelo, fiz questão de lembrar do Wagner Lopes após o título da B: https://www.dragaogoiano.com/muito-obrigado-wagner-lopes/

E para não dizer que foi apenas sorte, hoje a frente do Paraná, Wagner Lopes teve a melhor campanha disparada no campeonato Paranaense, terminando a fase de grupos 8 pontos a frente do Coritiba (2° colocado), porém, acabou caindo no mata-mata para o Atlético-PR que jogou a fase de grupos com times “alternativos” e no mata-mata jogou com o time principal (time que joga a Libertadores): 1×0 e 0x0.

Na Copa do Brasil o Paraná eliminou times como Bahia e Vitória e está nas Oitavas de final onde vai enfrentar o Atlético-MG.

 

Bom, voltando ao que interessa…

Apesar de não ver o Marcelo Cabo com “tamanha influencia” como acredito que o Wagner Lopes teve na montagem do elenco 2016, entendo que não seja obrigação do técnico indicar jogadores, no máximo apontar onde precisa de reforços e quais características devem ter.

Dentro disso, cabe a diretoria suprir as necessidades.

Assim, apesar da imensa deficiência técnica que vimos até agora no elenco 2017, acredito que o Marcelo Cabo seja o menos culpado nisso tudo e uma “possível” demissão seria um grande erro da diretoria Rubro-Negra.

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