Dragão Campeão Goiano 2019 !! O título da volta do Accioly !

Atlético-GO

Foto: Paulo Marcos/Ass ACG

Foram quase 10 anos sem jogar um Campeonato Goiano no Estádio Antônio Accioly, o último havia sido em 2010, ano em que o Atlético foi campeão. Naquele ano foi no Accioly que o Dragão bateu tanto no Goiás (2 a 1 no dia 24 de janeiro) como no Vila Nova (3 a 2 no dia 06 de março). Tivemos quase uma década sem esse grande reforço, poder jogar em casa. Porém chegou 2019 e a volta do Accioly foi coroada com o título Goiano, ao lado do torcedor, junto ao bairro de Campinas e a comunidade.

O torcedor ansiou muito por isso, ver seu estádio em atividade. Nesses quase 10 anos parado, ali virou estacionamento, dizia-se que seria executado para quitar dívidas do clube e novamente cogitou-se transformá-lo em Shopping. Parecia que o pesadelo do início dos anos 2000 pairava sobre o Dragão, porém a força e resistência do torcedor contagiaram a todos, a Diretoria abraçou a causa, o Accioly foi reformado e ampliado. Parabéns à Diretoria, a torcida aplaudiu de pé essa ação.

E no primeiro campeonato goiano com o Accioly de volta o que aconteceu? Foram 8 jogos e 8 vitórias (2 a 0 no Goianésia, 3 a 0 na Anapolina, 3 a 1 no CRAC, 2 a 1 na Aparecidense, 2 a 1 no Itumbiara, 2 a 1 no Goiás, 4 a 1 na Anapolina e 1 a 0 no Vila Nova). No meio do campeonato goiano ainda uma vitória maiúscula do Dragão sobre o Santos por 1 a 0, com a capacidade máxima do estádio preenchida pelos atleticanos, 10.500 pessoas, maior público do futebol estadual nos primeiros quatro meses do ano.
As médias de público do Dragão não ficaram devendo em nada para os públicos que Goiás e Vila levaram para a Serrinha e o OBA, a torcida atleticana passou a ser uma arma a mais da equipe nos jogos, o Accioly virou um caldeirão, inspirava os guerreiros atleticanos e amedrontava os adversários, enquanto Goiás e Vila passaram por derrotas ou empates em seus estádios o rubro negro goiano atropelava todos em seus domínios. Com o Accioly passamos a ver jogadores identificados com o clube, em sintonia com o torcedor, era o caldeirão, o Bairro de Campinas se transformando no dia das partidas, jogando junto e assim levando o time para a final do campeonato.

A FGF-Federação Goiana de Futebol já havia cometido um crime contra a festa do futebol ao estabelecer torcida única nas partidas entres os clubes da capital, mas não parou por aí, fez ainda mais, uma presepada ao proibir o Atlético de mandar o jogo da final no Accioly. FGF e o clube do Goiás foram contra o Dragão jogar em seus domínios. O Accioly passou a assustar, causar medo nos adversários, estivessem eles em Federação, meios de comunicação ou nos demais clubes. Mas não teve jeito, a energia do Accioly já havia tomado conta de nosso time, a locomotiva rubro-negra atropelou, goleou o Goiás e venceu as duas partidas finais no Estádio Olímpico. A intenção de fazer com que não houvesse festa em Campinas, no Accioly, não logrou sucesso, a taça foi pra lá de todo jeito, a festa foi lá, no berço do futebol goiano. E não teve FGF que pudesse conter isso, a festa do povo, do clube do povo, do mais tradicional desse Estado. Agora entendem porque nosso grito é “Respeita as Cores”.

Esse domingo, 21 de abril, vai ficar marcado na história. Tudo que sonhamos, defendíamos, aconteceu. Título ganho, Estádio Antônio Accioly aberto para torcida comemorar, jogadores e milhares de torcedores dentro do campo e levantando a taça, a Diretoria providenciou o chopp gratuito para o torcedor, equipes e jogadores do Atlético de todas as épocas sendo homenageados no telão, 82 anos do Dragão e a volta do Accioly celebrados com título. Isso é futebol como expressão popular, festa do povo e junção comunitária, afinal, como ecoou o grito da torcida noite a fora desse domingo: “Somos do Bairro de Campinas, bairro de luta e tradição”.
Parabéns aos jogadores, diretoria, comissão técnica, ao Dragão Campineiro, o mais antigo (1944) e o mais recente (2019) Campeão Goiano !!! O Campeão voltou e o Accioly também.

Paulo Winícius Maskote – Historiador, Atleticano e Campineiro

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