América-MG 0X1 Atlético – Foi pra você, Serjão!

O dia de ontem começou muito triste com a notícia do falecimento do diretor social do Atletico, Sergio Cruz, o Serjão do Dragão, o Serjão 1000 gols. Ainda mais pela forma que foi. Eu nem o conhecia pessoalmente, mas desde sempre foi um cara que transmitia muita alegria. De longe, a figura de dentro do Atlético mais carismática há anos. Uma perda irreparável.

Serjão era extremamente querido pelo grupo de jogadores. Presente nas viagens e na concentração, tinha o carinho de todos os elencos de todas as temporadas. Imagino o tanto que deve ter sido difícil para os atletas receber uma notícia dessa e ao mesmo tempo se concentrar para um jogo importante contra o América à noite.

Nesse clima de consternação, o Atlético teve que cumprir seu compromisso e encarar de frente o adversário, que é o lanterna da competição. Apesar da má-fase, o time mineiro tem interessantes valores para uma Série B e eu considero que logo vai melhorar na competição. Talvez problemas internos lá que estão complicando. Eu já sabia que seria jogo difícil e foi.

Tecnicamente, foi um jogo fraco, assim como o último fora de casa contra a Ponte. Logo de cara, o juizão com 5 minutos arrumou um pênalti para os mandantes. Sorte nossa que temos um paredão no gol que foi buscar a bola no cantinho. Kozlinski tem que ter o contrato renovado pra ontem, Adson. Desde 2010 não tínhamos segurança na meta como agora. Desde o auge do Márcio.

Sofremos no primeiro tempo pelo lado esquerdo da nossa defesa. Oliveira, Nicolas e Andre Castro batendo cabeça. Situação tava tão crítica naquele lado que só deu uma melhorada lá pelos 30 minutos quando o Wagner colocou o Moacir naquele lado pra dar um suporte.

No segundo tempo, mesmo panorama. Jogo fraco mas de muita entrega dos jogadores. Destaco aqui o Pedro Raul mais uma vez. Impressionante a vontade dele, briga o tempo inteiro com os zagueiros, desarma volantes, faz pivô esperando o time sair de trás, cava faltas. Mas o grosso da torcida só quer saber dele fazer gols e não vê que ele é IMPORTANTÍSSIMO pro time. É só observar nas últimas partidas quando ele saiu e o Atlético caiu de rendimento. Apesar da falta de gols, o time acostumou a jogar com ele.

Até que no finalzinho do jogo, Nícolas, que já havia feito bons cruzamentos no jogo, achou o Jorginho livre no segundo pau pra cabecear com estilo no contrapé do goleiro. 1×0 e vitória.

Um gol emblemático e que me arrepiou. Jorginho era o jogador mais ligado ao Serjão e sempre aparecia com ele fazendo graça. Não tinha pessoa melhor para fazer esse gol e dedicá-lo para esse grande atleticano que nos deixou.

Como disse o pequeno Jorge após o gol: “FOI PRA VOCÊ, SERJÃO!”

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