Adson Batista fala sobre planejamento deste ano, admite rebaixamento, saída de volante e desconversa sobre zagueiro rival

Se a derrota para o São Paulo na noite deste último sábado, 04, praticamente decretou o rebaixamento do Atlético, o diretor de futebol e vice presidente Adson Batista revelou planos para 2018. Após confirmar a saída do goleiro Marcos, o dirigente também abordou alguns assuntos, como a saída do volante Paulinho e uma possível chegada de Wesley Matos, capitão do Vila Nova na Série B. Ao ser perguntado pelo repórter Arthur Magalhães da Rádio 730, Adson admitiu o rebaixamento do Dragão e disse também que sabia “a algumas rodadas”, além da falta de compromisso de alguns jogadores.

“O rebaixamento já aconteceu a algumas rodadas e eu já sabia disso. Esse ano, foi um ano muito importante para o Atlético, para o clube ser saneado, nós fizemos um planejamento para fazer um time simples e humilde, apesar que eu confiava que poderia fazer uma campanha melhor. Mas pra você ver, em um jogo desse, alguns jogadores não estão mais aqui, eles estão com cabeça em outro lugar, já se entregaram, a partir deste momento, o Atlético vai focar no próximo ano, vai jogar quem a gente tem interesse que continue e vamos trabalhar neste perfil. Não adianta mais pensar em Série A, a unica coisa que vou exigir é que os jogadores vistam a camisa e joguem com vontade e disposição”.

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Adson falou sobre o planejamento modesto do clube nesta temporada e sobre a realidade do cenário nacional.

“Em 2012 pensávamos de maneira diferente e só em 2015 fomos recuperar o clube, e agora que conseguimos sanear. Tivemos que fazer uma Série A modesta, com uma faixa de salário de 1 milhão e 200 mil, muito humilde, na Série A, se você não tiver uns sete, oito jogadores com uma faixa de salário de 100, 150 mil, pode esquecer. Isso porque os clubes grandes acabaram com o futebol brasileiro, eles inflacionam com média de salário de 300, 400 mil, e se você não entrar no jogo, você fica sofrendo, ver jogador jogando para si próprio, dando espetáculo para si próprio e não pensa na equipe, por isso alguns jogadores são interessantes, eu to discutindo e conversando com alguns para o Atlético ser muito forte”.

Adson aproveitou para ressaltar a campanha fora de campo do Dragão. O clube que aproveitou boa parte do dinheiro destinado pela CBF para reformar seu CT e na reforma do estádio Antonio Accioly, terá muito o que colher em um futuro próximo. Ao ser questionado sobre o zagueiro Wesley Matos, do Vila Nova, Adson desconversou.

“É um jogador que algumas pessoas vieram me falar sobre ele, mas eu sou muito cuidadoso com isso e respeito o Vila Nova. Eu respeito todos os clubes, mas é evidente que eu vou procurar sempre fortalecer o Atlético, mas eu não quero tumultuar o ambiente no Vila Nova, tenho uma amizade com o Ecival (presidente), com o Felipe (Albuquerque) e de maneira respeitosa não quero atrapalhar. O Vila Nova está fazendo uma boa campanha e os jogadores que estão fazendo bom trabalhos, nós vamos pensar nisso quando acabar o campeonato. Não quero atrapalhar a vida de ninguém, como fico chateado quando atrapalham a minha”.

Sobre o volante Paulinho, Adson foi mais incisivo e revelou que muito provavelmente o jogador irá deixar o clube goiano assim que seu contrato acabar.

“O Paulinho é muito difícil que continue. Hoje você viu que ele tava jogando pra ele, é um bom menino, mas o Atlético tem que pensar de maneira diferente. O Atlético precisa de jogador que ta com fome, que marca pra caramba, que corre muito, que tem disposição, Paulinho é um craque e tem muita disposição, mas talvez o perfil do Atlético para o próximo ano seja diferente”.

(Foto: Paulo Marcos/Atlético Goianiense)

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